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Quais as diferenças entre os escopos de medição de carbono?

As questões socioambientais têm sido cada vez mais comentadas no mundo corporativo. Cuidar do planeta compreende diversas ações, entre elas monitorar emissão de gases do efeito estufa, como o carbono, para enfrentar as mudanças climáticas atuais. Com o Acordo de Paris, firmado em 2015, mais de 190 países adotaram como meta global a redução de carbono até 2025 ou 2030, e a neutralidade de carbono até 2040, 2050 ou 2060.

Contudo, para que as metas sejam cumpridas, é preciso que as empresas elaborem estratégias de monitoramento das emissões diretas e indiretas de carbono, o que é conhecido como escopo da medição do gás. O escopo é dividido em três níveis – 1, 2 e 3 –, segundo o Protocolo GHG.

Quer conhecer a diferença entre os escopos e os benefícios de adotá-los? Continue a leitura deste conteúdo que nós, do Blog INFLOR, preparamos!

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Protocolo GHG

O Programa Brasileiro GHG Protocol foi criado em 2008 com o intuito de adaptar o GHG Protocol (Greenhouse Gas Control) ao cenário ambiental brasileiro. O protocolo é um sistema que organiza o monitoramento de emissão de gases de efeito estufa das empresas que o adotam às estratégias ambientais e auxilia no cálculo das estimativas de emissão. Assim, organizações e governos podem mensurar e gerenciar a quantidade emitida de gases como o carbono.

A partir dos padrões elaborados pelo Protocolo, é possível observar e definir os escopos de emissão do carbono – a qual nível do escopo a quantidade pertence. De acordo com o sistema, as empresas que adotam a medição de carbono em suas estratégias ambientais são obrigadas a emitir os níveis de escopos 1 e 2; o escopo 3 é voluntário.

Qual a diferença entre os escopos 1, 2 e 3?

Segundo o GHG Protocol, o escopo 1 diz respeito às liberações diretas de gases de efeito estufa emitidas pelas empresas à atmosfera. Um exemplo de emissão de carbono de forma direta é a produção a partir da queima de combustíveis.

O escopo 2 abrange as emissões indiretas emitidas pelas organizações e estão associadas à geração de energia elétrica consumida por elas. Enquanto a empresa consome certa quantidade de eletricidade, ela se torna indiretamente responsável pela emissão de carbono produzida a partir dessa energia consumida.Já o escopo 3 é considerado o mais difícil de ser monitorado. Isso porque este nível de emissão considera os gases emitidos de forma indireta por processos realizados pelas empresas e seus colaboradores, como uma viagem de negócios, por exemplo. Como é desafiador monitorar todas as produções, o escopo 3 pode produzir 5,5 vezes mais emissões que os outros dois escopos, segundo informações do Carbon Disclosure Project.

Benefícios de aderir aos escopos da medição de carbono

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que as emissões de carbono sejam eliminadas completamente até 2050. Para isso, é preciso que haja colaboração e comprometimento de empresas, organizações e governos para que a redução e a neutralidade de carbono sejam atingidas, já que apenas 8% das 500 maiores empresas globais se comprometeram com esse objetivo, segundo levantamento da PwC.

Entre os benefícios de adotar a medição de carbono e, consequentemente, os escopos como base para as estratégias ambientais das corporações, estão:

  • Transparência dos dados de medição;
  • Melhoria da marca/reputação da empresa;
  • Custos mais baixos de energia;
  • Melhor engajamento com funcionários e consumidores;
  • Identificação dos pontos críticos, fracos e positivos do monitoramento.

Compromisso com o meio ambiente

Nós, da INFLOR, temos o compromisso de contribuir para um mundo mais verde. A fim de reforçar essa missão, firmamos parceria com a ECO55, o Hub de Inovação de Carbono Neutro e de Economia Limpa que tem como intuito conectar pessoas e empresas para apresentar dados e respostas que auxiliem as organizações a alcançarem o carbono neutro. Juntos, temos reforçado a importância das florestas plantadas para solucionar esse problema.

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