Crédito de carbono florestal: o que é e como se preparar?
Crédito de carbono florestal é um instrumento associado a projetos que promovem a redução ou a remoção de gases de efeito estufa por meio de ações como conservação, restauração e reflorestamento. No mercado de carbono, esses projetos precisam demonstrar, conforme a metodologia adotada, aspectos como a quantidade de emissões reduzidas ou removidas e a integridade ambiental da iniciativa. No Brasil, esse tema ganhou ainda mais relevância com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, que estabelece as bases para o mercado regulado de carbono no país.
As florestas plantadas também podem fazer parte de estratégias relacionadas ao mercado de carbono, desde que os projetos atendam aos critérios e às metodologias aplicáveis para demonstrar e quantificar a remoção ou redução de emissões. Ao longo deste conteúdo, nós, do Blog da INFLOR, te convidamos a entender como esse mercado funciona, quais são as principais etapas para estruturar um projeto e o que é necessário para avançar em processos de certificação, monitoramento e gestão de créditos de carbono.
Continue a leitura para conferir!
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Como o mercado de crédito de carbono florestal funciona?
O mercado de crédito de carbono florestal funciona a partir da geração, certificação, registro e comercialização de créditos associados a projetos que comprovem redução ou remoção de emissões de gases de efeito estufa. É importante destacar que a legislação brasileira define o crédito de carbono como um ativo representativo de 1 tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) reduzida, retida ou removida, quando atendidos os critérios legais.
No Brasil, também é fundamental diferenciar o mercado voluntário do mercado regulado: o primeiro envolve projetos desenvolvidos segundo metodologias e padrões próprios, enquanto o segundo é estruturado pelo SBCE. Para isso, o Ministério da Fazenda instituiu um Roteiro de Implementação, organizado em 4 áreas temáticas principais:
- Design, escopo e ambição;
- Conformidade e fiscalização;
- Alocação, comércio e rastreamento de ativos;
- Governança e engajamento das partes interessadas.
Etapas para estruturar um projeto de crédito de carbono florestal
O processo de desenvolvimento de um projeto de crédito de carbono florestal funciona por meio de algumas etapas principais:
1 – Estruturação do projeto
Definição da área, atividade e metodologia aplicável, além do estabelecimento de uma linha de base e dos critérios para quantificar as reduções ou remoções de GEE.
2 – Mensuração e monitoramento
Coleta e organização de dados que permitam acompanhar os resultados climáticos do projeto. No caso de projetos florestais, isso exige controle consistente das informações sobre as áreas e os estoques de carbono.
3 – Validação e verificação
Os resultados precisam passar pelos procedimentos previstos pelo padrão ou sistema utilizado para demonstrar que as reduções ou remoções declaradas atendem aos critérios estabelecidos.
4 – Certificação e emissão
Após o cumprimento dos requisitos aplicáveis, os créditos podem ser certificados e registrados conforme as regras do mercado ou padrão adotado.
5 – Comercialização
Os créditos certificados podem ser negociados de acordo com as regras do mercado em que o projeto está inserido. O BNDES explica que os mercados de carbono permitem a aquisição de créditos gerados por projetos de redução de emissões ou captura de carbono, distinguindo também os mercados regulado e voluntário.
Importância da tecnologia para o crédito de carbono florestal

A tecnologia tem papel estratégico na estruturação e no acompanhamento de projetos de crédito de carbono florestal, principalmente porque esses projetos dependem de informações confiáveis sobre as áreas, a vegetação e o estoque de carbono. Para a Embrapa, ferramentas baseadas em tecnologia como sensoriamento remoto e espacialização permitem reduzir o tempo necessário para a classificação florestal e ampliar informações obtidas em inventários locais para áreas maiores.
Ferramentas de gestão florestal, geoprocessamento, sensoriamento remoto e análise de dados podem apoiar o acompanhamento das áreas e a organização das informações do projeto. Um exemplo vem do próprio Serviço Florestal Brasileiro, que utiliza tecnologias de sensoriamento remoto no monitoramento de concessões florestais e combina ferramentas como Detex e LiDAR para identificar alterações na cobertura e na estrutura da floresta.
Crédito de carbono florestal rastreável com o INFLOR Forest
O INFLOR Forest é um sistema de gestão florestal completo, que integra IA, IoT e Big Data para apoiar decisões estratégicas em todas as etapas do manejo. Dessa forma, auxilia empresas do setor florestal a tornarem seus processos mais eficientes e de forma inteligente.
A solução suporta o gerenciamento de ativos florestais com alto grau de especialização, o que garante a rastreabilidade das operações e controle na administração de serviços terceirizados e insumos empregados.
Além disso, a solução INFLOR também garante as seguintes vantagens:
🟢 Agilidade na coleta de dados no campo, seja para operações próprias ou terceiras;
🟢 Eliminação de erros de apontamento, com dados inseridos diretamente no app;
🟢 Antecipação de erros de validação;
🟢 Melhora na comunicação entre escritório e campo.
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