Produção florestal atinge recorde no Brasil em 2025

Produção florestal atingiu um novo recorde no Brasil em 2025, com valor de R$47,9 bilhões, alta de 6,7% em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, a silvicultura respondeu por R$41 bilhões, crescimento de 8,6%, enquanto o extrativismo vegetal registrou queda de 3,1%. 

Os resultados reforçam a relevância das florestas plantadas para a economia florestal brasileira e destacam a importância do planejamento florestal e da gestão florestal para acompanhar o desempenho das operações e apoiar decisões estratégicas em um setor cada vez mais orientado à produção cultivada.

Mas, quais são os motivos para tamanho destaque? E quais ainda são os desafios do setor florestal? Para te ajudar a responder a essas e outras perguntas, nós, do Blog da INFLOR, preparamos este conteúdo especial. Continue a leitura para conferir!

Veja também – Bioeconomia: como promove a transformação das indústrias do setor florestal?

Produção florestal de eucalipto em destaque no Brasil

A produção florestal de eucalipto no Brasil representa a maior parcela das áreas destinadas às florestas plantadas para fins comerciais. De acordo com os dados da PEVS, o eucalipto ocupou 78,6% da área total de florestas plantadas no país, o equivalente a cerca de 8,2 milhões de hectares. Quando somado ao pinus, o percentual chega a 96,5% das áreas cultivadas para fins comerciais. 

Essa concentração evidencia a importância dessas duas espécies para a silvicultura brasileira e reforça o papel do planejamento florestal na gestão de extensas áreas de cultivo. Para as empresas do setor, acompanhar indicadores de área, produtividade e desempenho operacional é essencial para orientar decisões e buscar melhorias na gestão florestal.

Distribuição da produção florestal no Brasil

A distribuição da produção florestal no Brasil em 2025 evidencia a importância da indústria de papel e celulose para a economia do setor. Ainda segundo a PEVS, a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose liderou entre os produtos da silvicultura em valor de produção, com R$17,6 bilhões. Em conjunto, os produtos madeireiros derivados de florestas plantadas responderam por 98,1% do valor da produção da silvicultura.

A força da cadeia industrial também ajuda a contextualizar a liderança de Minas Gerais na produção florestal. Em 2025, o estado registrou R$9,2 bilhões em valor de produção da silvicultura, o equivalente a 22,5% do total nacional, além de concentrar a maior área de florestas plantadas do país, com aproximadamente 2,3 milhões de hectares. Esses números demonstram a diversidade de usos econômicos da madeira cultivada: além de abastecer a indústria de papel e celulose, as florestas plantadas fornecem matéria-prima para a produção de carvão vegetal. 

Silvicultura e extrativismo vegetal: quais são as diferenças?

A silvicultura e o extrativismo vegetal representam duas formas distintas de exploração dos recursos florestais. Segundo o IBGE, a silvicultura abrange a produção obtida em florestas plantadas e conduzidas pelo ser humano até a colheita, como ocorre nas áreas comerciais de eucalipto e pinus. Já o extrativismo vegetal corresponde à coleta e à exploração de produtos provenientes de formações vegetais naturais, como frutos, fibras, ceras e madeira nativa. Essa distinção permite compreender a origem dos produtos florestais e analisar separadamente o desempenho econômico das áreas cultivadas e dos recursos naturais.

Os resultados de 2025 mostram trajetórias diferentes entre essas atividades: o valor da produção da silvicultura cresceu 8,6%, enquanto o extrativismo vegetal registrou queda de 3,1%. A diferença reforça a relevância econômica das florestas plantadas e sinaliza a expansão da participação da produção cultivada no setor florestal brasileiro. Esse cenário também destaca a importância do planejamento florestal e da gestão florestal para acompanhar indicadores de produtividade, organizar operações e orientar decisões com base no desempenho das áreas plantadas.

Software de gestão florestal para melhor produtividade florestal

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